DEBATE “CRIAR EM LIBERDADE: 50 ANOS DA CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA”
Beja, 17 abr 2026, 18h
Local Clube UNESCO Beja
Entrada livre
No âmbito das comemorações dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, este debate propõe uma reflexão sobre o significado e a atualidade da liberdade de criação artística em democracia. Partindo do Artigo 42.º da Constituição, que consagra a liberdade de criação cultural e artística, pretende-se discutir de que forma este princípio constitucional tem moldado o desenvolvimento das práticas artísticas em Portugal nas últimas décadas.
Convidamos a pensar o papel da Constituição na garantia de condições para a criação, circulação e fruição cultural, bem como os desafios contemporâneos que se colocam à liberdade artística. Num momento de balanço histórico, o debate procura também abrir espaço para imaginar o futuro da criação artística num contexto democrático.
Para este debate contamos com a presença de Ana Paula Amendoeira (Historiadora), Julieta Aurora Santos (M.A.R. - Mostra de Artes de Rua), Gonçalo Mar (Artistas Plástico), e com a moderação de Paulo Barriga (Jornalista).
Este programa é realizado em parceria com a Câmara Municipal de Beja.
Paulo Barriga - Moderador
Grande-repórter. Jornalista de investigação. Escritor. Professor do Departamento de Ciências da Comunicação - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Bolseiro do programa Journalism Science Alliance - European Journalism Centre. Vice-presidente do Centro Português de Jornalismo de Investigação. Cofundador da Associação Portuguesa de Literacia para os Media e o Jornalismo.
Ana Paula Amendoeira
Historiadora. Mestre em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico. Diplomada em Administração de Projectos Culturais pela Fundação Marcel Hicter, Conselho da Europa. Curso de doutoramento em Geografia na Universidade de Paris IV Sorbonne. Bolseira de Investigação da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Investigadora Integrada do Centro de Estudos Arqueológicos das Universidades de Coimbra e Porto. Foi Professora convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Membro eleito do Comité Executivo Internacional do ICOMOS, Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios. Membro da representação de Portugal, enquanto país membro do Comité do Património Mundial. Foi presidente do ICOMOS Portugal. Directora Regional de Cultura do Alentejo entre 2013 e 2023, na sequência do resultado dos concursos públicos promovidos pela CRESAP. Vice-Presidente do Conselho Geral da Universidade de Évora. Membro português, eleita por proposta da FCT, do Comité Científico do JPI CH (Joint Programming Iniciative on Cultural Heritage) da União Europeia. Membro do Conselho Consultivo do Instituto Pedra, Brasil, para a conservação e restauro. Membro da Comissão Executiva da candidatura da cidade de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027. Membro da Junta Directiva da Fundação da Casa de Bragança. Vice-Presidente da CCDRAlentejo para a Cultura 2024-2026. Foram-lhe atribuídos prémios e distinções por várias organizações de que se destaca o Prémio Nacional Memória e Identidade 2023 atribuído pela Associação Nacional de Municípios com Centro Histórico.
Julieta Aurora Santos
Julieta Aurora Santos é autora, encenadora e diretora artística, com um percurso profundamente ligado à criação para o espaço público. Natural de Sines, cidade onde reside e à qual mantém uma forte ligação, iniciou o seu percurso como animadora cultural na Câmara Municipal. Foi sócio-fundadora do Centro Cultural Emmerico Nunes (1986–1996), onde desempenhou funções nas áreas de gestão, produção e programação, tendo colaborado de perto com o poeta Al Berto. É fundadora e diretora artística do Teatro do Mar, companhia profissional multidisciplinar sediada em Sines, dedicada sobretudo à criação em espaço público, sendo responsável pela conceção, dramaturgia e encenação das criações da companhia. Mestra em Artes de Rua pela pela Universidade de Lleida, na Catalunha, o seu trabalho caracteriza-se por uma linguagem contemporânea, fortemente física e visual, cruzando teatro, dança, circo, formas animadas, música e vídeo. Desenvolve também projetos com comunidades, explorando diferentes relações entre criação artística e território. Apresentou o seu trabalho em diversos países, entre os quais Portugal, Espanha, Irlanda, Inglaterra, Alemanha, Polónia, França, Itália, Roménia, Bélgica e Brasil. Tem sido oradora em conferências e encontros nacionais e internacionais dedicados ao teatro de rua contemporâneo, representando Portugal em vários contextos de reflexão e debate desta matéria. Recebeu o Prémio da Região de Turismo da Costa Azul pelo contributo prestado à cultura. É autora do livro A Lenda do Menino da Gralha, integrado no Plano Nacional de Leitura, com duas edições publicadas. Desde 2016, assume também a direção artística e programação da internacional M.A.R. - Mostra de Artes de Rua.
Gonçalo Mar
O apelo foi constante, era só uma questão de tempo, a interpretação que MAR faz do ambiente que o envolve como artista deve ser pintada.
Aos 12 anos já desenhava figuras da sua imaginação com um pouco de giz no asfalto. Com o passar dos anos sua escolha profissional foi natural. Durante o curso universitário - licenciado em Design de Moda pela F.A.L. - candidata-se a um lugar num estúdio de animação português - "Magic Toons" como desenhista. É nessa época, em 98, que ele tem sua primeira experiência com o graffiti. Desde então, movido por suas convicções artísticas, Mar busca a constante evolução do movimento de Arte de Rua- que evolui globalmente. Trabalha com diversas marcas Nacionais e Internacionais. Conhecido pelos seus pares pelos seus personagens, destaca-se pela forma como construiu os seus personagens e ambientes conferindo-lhes linhas e formas que os tornam únicos.