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"O que é preciso" com Filipa Francisco - Centro de Paralisia Cerebral

Escola Futurama Beja

No dia 21 de novembro, Filipa Francisco realizou duas sessões da Escola Futurama “O que é preciso?”  levando a sua oficina sensorial ao Centro de Paralisia Cerebral de Beja. Esta oficina nasceu do desejo de partilhar práticas de improvisação desenvolvidas em projetos artísticos participativos, procurando no repertório da música e da dança tradicionais, em diálogo com a dança contemporânea, novas partituras e enlaces entre o imaginário individual e coletivo.

Biografia

Filipa Francisco, acredita que a dança pode ser um motor de mudança e por isso tem desenvolvido vários projetos em relação com diferentes comunidades, onde tem sido possível desenvolver um trabalho intenso que questiona a relação entre arte e vida. Estudou Dança, Teatro, Improvisação e Dramaturgia, na Escola Superior de Dança, na Companhia de Dança Trisha Brown, no Lee Strasberg Institute, em Nova Iorque e com o dramaturgo André Lepecki.
Trabalhou com os coreógrafos e encenadores Francisco Camacho, Vera Mantero, Sílvia Real, Madalena Vitorino, Rui Nunes, Aldara Bizarro, Paula Castro, Bruno Cochat, Lúcia Sigalho, João Garcia Miguel, Joaquim Benite. Membro Fundador do Grupo Teatro Olho e com Bruno Cochat da Cia Torneira com a qual criaram a peça “Nu Meio” apresentada desde 1996.
Dos seus trabalhos destaca os solos “Leitura de Listas” em colaboração com André Lepecki,”Dueto” em co-criação com a coreógrafa Basca, Idoia Zabaleta, Partilhas/Exchanges em colaboração com Eleonora Fabião e Para onde Vamos? cocriação com António Pedro. Estes espetáculos foram apresentados em vários festivais em Portugal e no estrangeiro e continuam em circulação.
No ano de 2007 foi artista convidada do projeto de “Reinserção pela Arte” promovido pelaFundação Calouste Gulbenkian, em Centros Educativos. Pelo grupo El-Funoun – Grupo de Dança Tradicional da Palestina, para lecionar um workshop de Dança Contemporânea, em conjunto com o coreógrafo Carlos Pez.
Dos seus trabalhos de arte participativa, no âmbito de projetos de formação, investigação, criação, apresentação e circulação destaca o desenvolvimento durante sete anos de um trabalho de formação em Dança-Teatro e Criação com reclusos do Estabelecimento Prisional de Castelo Branco (Projeto Reexistir).
Do projeto “ Nu Kre bai bu onda” (2007-2010), de Formação em Dança e Criação Artística, no bairro da Cova da Moura. No âmbito do projeto apresentou a peça “Íman” no Centro Cultural de Belém, durante o Alkantara Festival. Esta peça recebeu o elogio da crítica e foi considerada pelo jornal público “melhor espetáculo de Dança de 2008”. E ainda o projeto “A Viagem” com Grupos Folclóricos, estreou em Guimarães Capital da Cultura e circulou por Portugal, País de Gales e Brasil (2011-2025...).
É diretora artística da associação Mundo em Reboliço. Faz parte do grupo Periferias Centrais e REDE e da rede internacional AREA.

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