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Tiago Alexandre

Artistas nas Escolas

Instalação artística "Entre pedras e pedrinhas - alguma gota há-de haver"

Na sua prática artística, Tiago Alexandre costuma dizer que a formalização é fruto de uma mistura entre a preguiça e o acaso. Geralmente, está apenas no ateliê: vê filmes que lhe recordam momentos da sua vida, ouve músicas que lhe despertam emoções, lê coisas que a transportam para instantes particularmente belos — muito por causa da distância temporal, claro.

Passou praticamente todos os verões na Mina de São Domingos. Foi ali que deu o primeiro beijo, pescou o primeiro peixe, viveu o primeiro desgosto amoroso e fumou o primeiro cigarro. Por motivos pouco relevantes para o caso, nunca mais voltou. Ainda tem família na zona, mas raramente os visita. Evita até passar na rua onde tantas vezes brincou e correu.

Daquele tempo, restam memórias. Algumas já abordou noutros projetos; outras aguardam na sua mente até a surpreenderem e se tornarem matéria para uma nova formalização.

Perante o convite para desenvolver este projeto na Mina, sentiu uma enorme vontade de partilhar as suas memórias — justificar o seu sentimento de pertença à terra e identificar o que a une às pessoas do lugar.

Desafiou os alunos da Universidade Sénior a escolherem objetos do quotidiano que, para eles, fossem importantes, e a falarem sobre esses objetos. Ela fez o mesmo.

O barro tem a cor com que, todos os verões, saía da Mina: entranhado nos poros da sua pele e nos ténis brancos e novos que trazia de Lisboa.

Biografia

Tiago Alexandre (Lisboa, 1988) Vive e trabalha em Lisboa.
É licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa desde 2012. No mesmo ano, foi autor da Residência artística Pé de Cabra: Its Not Basel But It Could Be, em Lisboa.
Como artista multidisciplinar, utiliza no seu trabalho vários recursos formais e diversos medias, como o vídeo, a pintura, o desenho, a escultura, entre outros.
Das suas exposições individuais destacam-se: “Molly”, Galeria Balcony, Lisboa (2024); “Morre Longe”, Appleton Square, Lisboa (2022); “Triunfante”, Palácio na Rua da Madalena, Lisboa (2019); “Words Don’t Come Easy”, Galeria Balcony, Lisboa (2018); “O Filho do Carro Preto”, Bregas, Lisboa (2016); “Entre o Boné e os Ténis”, Galeria Graça Brandão, Lisboa (2015). O seu trabalho tem sido incluído em exposições coletivas, instituições e galerias tais como: “do arquivo do acervo”, Coleção Figueiredo Ribeiro, MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (2023); “Dark Safari”, CACE - Coleção de Arte Contemporânea do Estado, Museu do Côa (2023); “Nella Cohorte di De Chirico”, Colégio das Artes, Coimbra (2021;”Flora”, Atelier Museu Júlio Pomar, Lisboa (2021); “Trabalho Capital – ENSAIO SOBRE GESTOS E FRAGMENTOS”, Centro de Arte Oliva, São João da Madeira (2019); “Do Tirar Polo Natural”, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (2018); “Tawapayera”, comissariada por Alexandre Melo, Museu Júlio Pomar, Lisboa (2017); “THEM OR US!”, Galeria Municipal do Porto, Porto (2017); “Portugal, Portugueses”, Museu Afro-Brasil, São Paulo, Brasil (2016). Atualmente o trabalho de Tiago Alexandre encontra-se representado em inúmeras coleções públicas e privadas.

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