Um encontro entre gerações para dançar, descobrir e libertar o corpo que sonha. Mariana Tengner Barros abre um espaço de exploração criativa, onde a dança e o movimento se tornam ferramentas para questionar o mundo e reinventar o corpo. Aqui, cada gesto é uma pergunta, cada respiração um convite à atenção. Através da escuta do corpo, da imaginação e do jogo, procura-se libertar o movimento das suas formas fixas e descobrir novas maneiras de estar e sentir.
Neste espaço de encontro entre gerações, jovens e pessoas mais velhas partilham experiências, saberes e sensibilidades, criando um diálogo vivo entre diferentes corpos, tempos e memórias. Dançar é brincar a sério, abrindo espaço à curiosidade, à liberdade e à consciência. Neste território de experimentação, o corpo torna-se um lugar de descoberta e transformação, onde a realidade se move, muda e se recria em conjunto.
As sessões decorreram em Novembro na ALSUD, em Mértola, com os alunos do Curso de Técnico de Geriatria, com apresentação final no dia 24 de novembro na Feira do Livro de Mértola.
Biografia
MARIANA TENGNER BARROS coreógrafa, bailarina, performer e diretora artística d’ A Bela Associação. Coreografou e executou inúmeras peças a solo e em grupo, salientando The Trap (vencedor do Prémio do Público Jardin D'Europe-Áustria em 2011), EXI(s)T(s) (2018), Instructions for the gods (2017) e A Power Ballad (2013) e Resurrection (2017) ambas cocriações com Mark Tompkins. O seu trabalho é alimentado pelo seu fascínio pelo “espetáculo” da vida, pela forma como as pessoas se representam e apresentam nos planos sociais da existência e pelas tensões entre mundos. Na última década tem investigado em torno da figura da bruxa, a sua ligação com o sagrado feminino e símbolo de rebelião contra a opressão. A dança é a base para um trabalho altamente multidisciplinar, com uma forte contribuição musical dos músicos colaboradores Jonny Kadaver e Mee_K. Combina o seu trabalho como criadora e performer com o ensino em diferentes contextos, bem como com o trabalho de ação social, nomeadamente o projeto continuado Floresta Invisível, focado na defesa de árvores centenárias e na promoção da consciência ambiental. A improvisação é uma ferramenta constante nas suas práticas e trabalhos, tanto ao nível da investigação como da criação. Como performer destaca as colaborações com Meg Stuart, Francisco Camacho e John Romão. É cantora e teclista da banda KUNDALINI XS. Em 2016 recebeu o Prémio de Mérito Cultural Municipal da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão pelo seu percurso profissional.
