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Festival Futurama 2026

A 5ª edição do Festival Futurama afirma-se, uma vez mais, como um espaço de encontro entre criação artística, território e comunidade. Em 2026, o Festival expande-se entre Beja, Mértola e Alvito, propondo um percurso que cruza linguagens, gerações e contextos, sempre com entrada livre e um compromisso claro: abrir a cultura a todos e construir futuro a partir do presente.

A programação reflete essa identidade híbrida e inclusiva. Das exposições que nascem de processos colaborativos, com estudantes, utentes de instituições locais e artistas em residências, às instalações e performances que exploram questões contemporâneas como a identidade digital, a relação com a natureza ou a memória coletiva, o Futurama continua a afirmar a criação como um processo partilhado.

Em Beja, nos dias 15 e 16 de maio, o Festival inicia-se com projetos que resultam do trabalho continuado em contexto educativo e social, como a exposição “A Pele do Ecrã”, que questiona a construção da identidade na era digital, ou “Mesa com natureza, a natureza posta”, que revela a força da criação coletiva. A música e as artes performativas ganham também espaço, com o concerto de t.204 e o espetáculo “Popular”, de Sara Inês Gigante, que desafia as fronteiras entre cultura erudita e cultura popular.

Um dos momentos centrais da programação é o “Cantexto”, projeto que continua a reinventar o cante alentejano através do encontro com a literatura contemporânea e a criação musical. Novos poemas, escritos por autores de língua portuguesa, ganham voz através de grupos corais da região, num diálogo entre tradição e experimentação que percorre várias localidades do festival.

No dia 22 de maio, em Mértola, o Futurama reforça a ligação ao território e à natureza, com projetos que envolvem comunidades locais e diferentes gerações, como a instalação “Frutificação” e a performance “Guardar o Lugar”, celebrando o património imaterial e o imaginário coletivo em torno do rio Guadiana.

Já em Alvito, a 30 de maio, a programação integra um momento de reflexão no âmbito dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, colocando em debate a liberdade de criação artística em democracia. A par disso, continuam os processos de criação em contexto escolar e comunitário, culminando na apresentação da instalação artística do Fiumani em co-criação com os alunos da Escola Profissional de Alvito. Terminamos com a apresentação do Cantexto nas Grutas do Rossio, local que, pela sua singularidade e ligação ao território, potencia uma experiência imersiva e simbólica, reforçando o encontro entre património, comunidade e criação contemporânea.

Mais do que um conjunto de eventos, o Futurama propõe-se como um laboratório de experimentação artística e social, onde o fazer em conjunto é central. Um Festival que apresenta obras, mas sobretudo, constrói relações, ativa territórios e imagina futuros possíveis a partir das pessoas que os habitam.

 

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